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sexta-feira, 10 de junho de 2011

#marchaanticanhotismo

Pra quem não sabe o que foi a #marchaanticnhotismo segue a sátira que o blog Blue Voador fez: 

Já não bastam os problemas educacionais do Brasil, agora cada vez mais as pessoas estão afrontando os valores da família brasileira. Nossa sociedade está cada vez mais libertina, a mídia cada vez mais amoral, e agora tentam instrumentalizar o Estado para incentivar e coadunar com a iniquidade em nosso país.

Primeiro o Ministério da Educação aprova um livro que ensina a falar errado, agora o MEC quer ensinar nas escolas que também não existe jeito certo de escrever.
Basta! Nós, brasileiros direitos, não vamos ser enganados: sabemos muito bem que há um jeito de escrever direito, de cozinhar direito, de dirigir direito, de se pentear direito. A verdade que o MEC e, é claro, os esquerdistas (o nome já diz tudo) querem esconder está clara até no dicionário:

DESTRO: adj. Perito; ágil; sagaz; hábil; jeitoso. des.tro

(Silveira Bueno, FTD, 2000.)
Diversidade tem limites. Nós temos o direito de não deixar que nossas crianças sejam alvo de propaganda de opção manual, qualquer que seja.
Não somos canhotofóbicos: amamos os canhotos, mas não podemos ser obrigados a apoiar a prática do canhotismo. Consideramos esta opção manual uma aberração da natureza, uma degeneração dos propósitos para os quais nosso Criador nos fez. Ele criou a mão direita para que ela fosse nosso instrumento sagrado de trabalho (ou lazer), e a mão esquerda para que seja um belo instrumento de apoio ou complementação ao que faz a mão direita, e não o contrário como fazem os canhotos!
No Sagrado Papiro da nossa religião, a verdade nos foi revelada tal como está no dicionário: o canhoto é o sinistro, o impuro, e o mal estará sobre tudo o que é feito com a mão esquerda. O canhoto é um insensato que escolhe uma forma imunda de agir, e todo canhoto ferverá no chá eterno do Bule Voador – que o chá esteja nele.
O Bule Voador – que o chá esteja nele – ama os canhotos, mas odeia o canhotismo. O Bule Voador – que o chá esteja nele – é uma infusão pura de amor, mas também é fervura consumidora. Ele nos criou DESTROS, de sua própria porcelana santa.
Se continuarem nossas políticas públicas condescendentes, que fazem apologia do canhotismo, o Brasil estará assinando o atestado de ser uma ditadura canhota que cerceia nossa liberdade religiosa e nossa liberdade de expressão.
Quantas vezes mais pessoas morrerão no trânsito por causa de motoristas canhotos, falsamente descritos pela mídia canhota como “bêbados”? Quantas vezes mais açougueiros que se dizem médicos deformarão e matarão em cirurgias por usar a mão imunda (esquerda)?
A mídia canhota internacional é tão influente que criou uma série com um assassino chamado “Dexter” (destro) para fazer sua propaganda pecaminosa! E esta moda está se infiltrando no Brasil.
Não é à toa que todos os movimentos políticos que mais mataram na História são aqueles que se alinham com os que estavam à esquerda do rei da França (a “Esquerda” política)!
Chega de destrofobia: participe da 1ª Marcha Anticanhotismo da Família com o Bule pela Liberdade. Vamos à marcha!
Embebido em Sua Graça,
Eli Vieira
Diácono da 2ª Diocese Buleira Losangular do Sétimo Chá de Porto Alegre.
Já não bastam os problemas educacionais do Brasil, agora cada vez mais as pessoas estão afrontando os valores da família brasileira. Nossa sociedade está cada vez mais libertina, a mídia cada vez mais amoral, e agora tentam instrumentalizar o Estado para incentivar e coadunar com a iniquidade em nosso país.

Primeiro o Ministério da Educação aprova um livro que ensina a falar errado, agora o MEC quer ensinar nas escolas que também não existe jeito certo de escrever.
Basta! Nós, brasileiros direitos, não vamos ser enganados: sabemos muito bem que há um jeito de escrever direito, de cozinhar direito, de dirigir direito, de se pentear direito. A verdade que o MEC e, é claro, os esquerdistas (o nome já diz tudo) querem esconder está clara até no dicionário:

DESTRO: adj. Perito; ágil; sagaz; hábil; jeitoso. des.tro

(Silveira Bueno, FTD, 2000.)
Diversidade tem limites. Nós temos o direito de não deixar que nossas crianças sejam alvo de propaganda de opção manual, qualquer que seja.
Não somos canhotofóbicos: amamos os canhotos, mas não podemos ser obrigados a apoiar a prática do canhotismo. Consideramos esta opção manual uma aberração da natureza, uma degeneração dos propósitos para os quais nosso Criador nos fez. Ele criou a mão direita para que ela fosse nosso instrumento sagrado de trabalho (ou lazer), e a mão esquerda para que seja um belo instrumento de apoio ou complementação ao que faz a mão direita, e não o contrário como fazem os canhotos!
No Sagrado Papiro da nossa religião, a verdade nos foi revelada tal como está no dicionário: o canhoto é o sinistro, o impuro, e o mal estará sobre tudo o que é feito com a mão esquerda. O canhoto é um insensato que escolhe uma forma imunda de agir, e todo canhoto ferverá no chá eterno do Bule Voador – que o chá esteja nele.
O Bule Voador – que o chá esteja nele – ama os canhotos, mas odeia o canhotismo. O Bule Voador – que o chá esteja nele – é uma infusão pura de amor, mas também é fervura consumidora. Ele nos criou DESTROS, de sua própria porcelana santa.
Se continuarem nossas políticas públicas condescendentes, que fazem apologia do canhotismo, o Brasil estará assinando o atestado de ser uma ditadura canhota que cerceia nossa liberdade religiosa e nossa liberdade de expressão.
Quantas vezes mais pessoas morrerão no trânsito por causa de motoristas canhotos, falsamente descritos pela mídia canhota como “bêbados”? Quantas vezes mais açougueiros que se dizem médicos deformarão e matarão em cirurgias por usar a mão imunda (esquerda)?
A mídia canhota internacional é tão influente que criou uma série com um assassino chamado “Dexter” (destro) para fazer sua propaganda pecaminosa! E esta moda está se infiltrando no Brasil.
Não é à toa que todos os movimentos políticos que mais mataram na História são aqueles que se alinham com os que estavam à esquerda do rei da França (a “Esquerda” política)!
Chega de destrofobia: participe da 1ª Marcha Anticanhotismo da Família com o Bule pela Liberdade. Vamos à marcha!
Embebido em Sua Graça,
Eli Vieira
Diácono da 2ª Diocese Buleira Losangular do Sétimo Chá de Porto Alegre.


Fonte:  bulevoador

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um passo para a lei

Por Tatiana de Mello Dias
Ela fez muito barulho nos últimos dois anos, mas passou quase despercebida em 2010. A Lei sobre Crimes de Informática (PL 84/99), também conhecida como Lei Azeredo ou “AI-5 Digital”, esteve tramitando na Câmara – e acaba de receber o segundo parecer favorável dos deputados. Ela já passou pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e acaba de ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Falta pouco para ir ao plenário – e, de lá, ser aprovada pelo presidente.
“Há uma pressão muito forte da sociedade para que seja aprovada”, justifica o deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), relator na última comissão que aprovou a lei. “Ontem (quarta-feira) mesmo eu assisti a uma reportagem sobre crimes pesados como pedofilia, invasão de bancos por hackers, que estão sem previsão legal”. O deputado explica que o projeto já estava pronto há alguns meses esperando uma negociação com o Ministério da Justiça e outros deputados. “Eu falei ‘não vou mais segurar isso’. Pode ter algum problema? Vamos ter que resolver. Já há a convenção de Budapeste por trás. É só fazermos o texto. Aprova o que tem que aprovar e depois a gente vai consertando.”
O texto apresentado pela CCJ apresenta algumas modificações ao projeto original enviado à Câmara em 2008 pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). As mudanças foram baseadas na Convenção de Budapeste, legislação internacional sobre crimes eletrônicos firmada em 2001, da qual o Brasil não é signatário. O texto do tratado tipifica, entre outros, o crime de violação de direitos autorais e propõe o armazenamento de dados de navegação em tempo real. “O Brasil tem de se adaptar ao texto”, diz Oliveira, que consultou delegados e especialistas em direito digital para a modificação.
“O texto melhorou porque responsabilizou o provedor de conteúdo. Na convenção de Budapeste há este ponto”, explica Alexandre Atheniense, advogado especializado direito digital.
Briga. Os pontos polêmicos que levaram a lei a ser batizada de “AI-5 digital” continuam. O texto original atribuía aos provedores de acesso a responsabilidade de armazenar e fornecer informações de navegação para a apuração de crimes. Agora, os provedores de conteúdo, isto é serviços de e-mail e publicadores de blogs, além do Google, por exemplo, também passarão a ter essa responsabilidade.
“Os provedores têm a obrigação de guardar os dados, esse ponto está pacificado pela jurisprudência”, explica o advogado Renato Opice Blum, que foi um dos consultados por Régis de Oliveira. “É só o IP, mostra o local de origem, e não o conteúdo. É como o número de telefone, e não a conversa”, explica.
Oliveira diz que é a favor do armazenamento de todos os dados. “Só assim vamos combater a pirataria, os hackers, esse pessoal todo que usa computador para fins inadequados.”
Além disso, outra mudança é que os dados poderão ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. O texto do projeto compara isso a uma ocorrência na rua: “Quando um ônibus atropela alguém e a placa é anotada, a autoridade policial não necessita solicitar ao juiz que determine a remessa do dado (de quem dirigia etc.)”.
Atheniense teme que, com essa redação, o “provedor seja compelido a passar mais informação do que o objeto de investigação”. “Você está indo contra a Constituição que prevê a quebra de sigilo de dados só por ordem judicial. Poderia haver vulnerabilidade em relação à invasão de privacidade”, critica.
“Essa é uma mudança grave para pior”, critica Paulo Rená, que foi um dos responsáveis pelo Marco Civil da Internet quando trabalhou no Ministério da Justiça e autor de um mestrado sobre o acesso à internet como direito no Brasil. “O projeto segue a linha da criminalização do uso da internet. A tecnologia é tratada como se fosse uma fonte de riscos para a sociedade”, diz ele. “Basta um pedido para que os prestadores de serviço fiquem com a atribuição de vigiar seus clientes.”
Opice Blum diz que “nenhuma lei vai ser perfeita”. “É para isso que serve o judiciário. Mas podemos caminhar para evoluir”, explica. O deputado Regis de Oliveira sabe que a briga é forte e diz que está disposto a alterar o projeto de lei “se houver pressão”. “Meu texto não é fechado. Não sou especialista”, diz.
O Ministério da Justiça diz que está analisando o novo texto do PL 84/99 e, por enquanto, não se manifestará sobre o tema. Mas o órgão, por meio de sua assessoria, diz que “está aberto ao diálogo com congressistas e com a sociedade para a construção de um consenso em torno da regulação da internet”.
Embora reconheça que o texto apresentado por Oliveira tenha algumas melhorias pontuais, Paulo Rená critica o fato de o legislador não ter citado o Marco Civil da Internet, legislação criada pelo Ministério da Justiça e discutida ao longo deste ano que garantiria direitos dos internautas – como privacidade, liberdade e neutralidade.
O Marco apoiaria alguns temas propostos no PL 84/99, como a guarda de registros de navegação. Mas Atheniense, por exemplo, diz que ainda é cedo para fazer um paralelo entre as duas propostas de regulamentação. “Estamos falando de uma lei que está tramitando há 11 anos no Congresso. O Marco Civil é bem intencionado, mas não nasceu ainda. Quando for ao Congresso, passará por uma série de comissões, ainda vai haver muito debate. É preciso se basear no que está mais próximo de se tornar lei.”
E, sim, está próximo. O projeto agora tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e espera o parecer do deputado e relator Júlio Semehini (PSDB-RJ). “A minha parte eu cumpri”, diz Oliveira. “Eu não fui reeleito, e não iria segurar isso. E soltei agora até para acelerar o processo”. Ele acredita que a aprovação pode sair ainda neste ano.

Fonte: Estadão Link